Como descobri que criar com as mãos e cuidar dos pequenos rituais do dia a dia
também é uma forma de estar presente.
Quando me falavam que para abrandar precisava de aprender a respirar, ficar em silêncio e tentar não pensar em nada, parecia sempre demasiado para mim.
Sempre que tentava meditar, passava mais tempo a pensar se o estava a fazer “bem” do que propriamente a sentir a serenidade que tanto procurava.
Por isso, durante muito tempo pensei que a meditação simplesmente não era para mim.
Curiosamente, encontrava muito mais calma enquanto cozinhava, fazia pequenos projetos DIY ou organizava a casa.
Nem toda a gente encontra presença de olhos fechados. Algumas pessoas encontram-na de mãos ocupadas.
Foi na terapia que comecei a perceber uma coisa importante.
Tinha vivido demasiado tempo em piloto automático.
Quanto mais ocupada estava, mais sentia que era útil.
Quando o ritmo abrandou, deixei de saber quem era sem uma lista infinita de tarefas.
Parecia que não queria lidar comigo.
Aos poucos fui descobrindo que cuidar de mim não significava fazer grandes mudanças.
Significava aprender a estar presente.
Foi nessa altura que comecei a valorizar ainda mais os pequenos momentos do dia. Estar na cozinha, decorar a casa com pequenos projetos DIY ou até a minha rotina de skincare passaram a ser formas de regressar ao momento presente.
Sem saber, estava a descobrir aquilo a que hoje chamo de mindfulness ativo. Percebi que criar com as mãos libertava a minha cabeça.
Descobri que não precisava de aprender a parar. Precisava apenas de aprender a estar presente.
Foi desta descoberta que nasceu a Tribo do Nó.
Se também sentes que a meditação tradicional nunca fez muito sentido para ti, talvez possas experimentar começar por algo mais simples:
🌿 beber algo sem telemóvel.
🌿 caminhar durante dez minutos.
🌿 criar algo com as mãos.
Talvez desacelerar não signifique parar.
Talvez signifique estar verdadeiramente presente naquilo que estamos a fazer.

